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quinta-feira, 12 de agosto de 2021

Poema - Lido nos 14 dias - Jovem Leandro Ferreira de Jesus

Tua caminhada ainda não terminou...

A realidade te acolhe

dizendo que pela frente

o horizonte da vida necessita

de tuas palavras

e do teu silêncio.

Se amanhã sentires saudades,

lembra-te da fantasia e

sonha com tua próxima vitória.

Vitória que todas as armas do mundo

jamais conseguirão obter,

porque é uma vitória que surge da paz

e não do ressentimento.

É certo que irás encontrar situações

tempestuosas novamente,

mas haverá de ver sempre

o lado bom da chuva que cai

e não a faceta do raio que destrói.

Tu és jovem.

Atender a quem te chama é belo,

lutar por quem te rejeita

é quase chegar a perfeição.

A juventude precisa de sonhos

e se nutrir de lembranças,

assim como o leito dos rios

precisa da água que rola

e o coração necessita de afeto.


Não faças do amanhã

o sinônimo de nunca,

nem o ontem te seja o mesmo

que nunca mais.

Teus passos ficaram.

Olhes para trás...

mas vá em frente

pois há muitos que precisam

que chegues para poderem seguir-te.


Turmas 188109 e 188124


Leandro Ferreira de Jesus 

Turma 188124 - Prô Claudineia

sexta-feira, 16 de julho de 2021

Poesia Vaz


Pode chama-lo de Mineiro, Serginho ou mais um negro da Periferia até mesmo de vagabundo...

Quem é capaz de largar seu serviço pela insatisfação de trabalhar e pagar contas nesse mundo? 

Afinal, não é pra isso  que fomos criados? Não!!!!

A felicidade, ainda que tardia, deve ser conquistada. Não devemos aceitar as migalhas do cotidiano.

Enquanto eles capitalizavam a realidade, ele socializava seus sonhos. Um dia decidiu seguir seu coração que eram cheios de pássaros por isso não se dava bem em gaiolas, preferia viver solta voando pelo espaço. 

Sua imigração do barro para o mundo e a poesia periférica apesar de falar de amor sempre foi de resistência e luta contra o absoluto.

A conduta na comunidade era sobreviver as tentações  dos caminhos fáceis, de uma mesa cheia sem fome do barraco, sem goteiras ou sem cair aos pedaços.

Vaz resistiu e seu maior crime foi o ato de revolucionar. Na favela mostrou que a poesia não é só pra burguês.

Rejeitaram seu livro e ainda que tentassem furar seus olhos, falar pelas costas ou quebrar suas pernas o que sustentava seu corpo eram suas ideias.

Espalhando a literatura ensinou como lutar com arma branca!

Carregado de livros, sua maior arma de fogo foi seu papel e a caneta  disparando no povo da favela pra matar todo o preconceito.

Sua livraria já foi sua mochila, mas hoje a Cooperifa é conhecida por fazer a periferia. Paulistanos agora podem sonhar e ver que os milagres acontecem quando vamos a luta.

Em um universo paralelo a favela venceu. Isso graças ao poeta da Periferia  Sérgio Vaz ,que nos mostrou que no livro da vida a verdadeira poesia também é você quem faz.

Clique neste link e saiba mais sobre o Sérgio Vaz!

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Poema escrito por: Agatha Milene Campos Nunes

Grupo responsável por pesquisar a obra do poeta Sérgio Vaz.

Thais Bego Santos, Ana Beatriz Domingues e Agatha Milene

Turma 166728 - Docente: Camilly Assunção

Turma 166700 - Docente: Alexandre Macena


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